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Nova técnica disponível na PB promete redução do tempo na cura de lesões cerebrais

Publicado dia 20/11/2017 às 09h36min
Procedimento é indicado para tumores cerebrais

    A ideia de fazer uma cirurgia neurológica nem sempre é encarada com bons olhos, uma vez que os procedimentos costumam ser invasivos e com pós-operatórios desconfortáveis. Uma nova técnica que está disponível no mercado paraibano há pouco mais de um ano pode resolver esse problema: a radiocirurgia, um procedimento que promete redução do tempo, conforto e precisão no tratamentode lesões cerebrais.

Na Paraíba, a técnica está sendo oferecida pela primeira vez na Oncovida Especialidades, clínica que tem como carros-chefes tratamentosque utilizam tecnologias de ponta em oncologia, neurologia e em outras áreas médicas.

O Agility é o equipamento responsável pelo procedimento, hoje considerado referência em todo o mundo no tratamento das lesões cerebrais, sobretudo pela praticidade e conforto dado ao paciente.

O neurocirurgião Emerson Magno de Andrade, especialista da Oncovida em neurocirurgia funcional e radiocirurgia, explica como funciona o equipamento. “É um tratamento que utiliza radiação de forma altamente precisa e localizada que os aparelhos convencionais da radioterapia, permitindo tratar tumores e outras patologias cerebrais de forma pouco invasiva”, disse.

No tratamento da metástase cerebral, por exemplo, ao contrário da cirurgia convencional, a radiocirurgia não envolve abertura de crânio. Assim, o procedimento é mais seguro e rápido, durando entre 15 e 40 minutos. Após a realização da técnica, o paciente já está liberado para retornar à sua casa.

As cirurgias convencionais, ao contrário, duram entre 3 e 4 horas, envolve anestesia geral, e o paciente precisa ficar em Unidade de Terapia Intensiva (UTI),e durante algum tempo na enfermaria para observação, após o procedimento.

Na avaliação do neurocirurgião da Oncovida, este cenário leva a crer que a radiocirurgia representa a modernidade para tratamento e procedimentos neurológicos. “Quanto menos tempo o paciente fica em um hospital, melhor. A radiocirurgia não envolve internação e os estudos mostram que é tão eficaz quanto a cirurgia convencional para determinados tipos de tumores cerebrais, além de ser menos invasiva e mais confortável para o paciente”, disse Emerson Magno de Andrade.

O procedimento é indicado para tumores cerebrais malignos, tumores cerebrais benignos, malformações arteriovenosas cerebrais, e doenças funcionais como Parkinson e Neuralgia do trigêmeo. Também pode ser utilizada para o tratamento de patologias na coluna vertebral, fígado e pulmão.

Sobre os possíveis efeitos colaterais da exposição à radiação, o médico afirma que os procedimentos atuais são bastante seguros. “Não dá para comparar o que temos hoje com o que era feito no passado. Hoje temos uma maior precisão e é possível tratar somente a lesão, poupando o tecido cerebral saudável. No passado isso não era possível, o que acabava aumento o risco de efeitos colaterais”, disse o neurocirurgião Emerson Magno.

Fonte: Portal Correio